Publicado por: Francis Albert Fujii | Outubro 31, 2007

Confraria Literária

1ª parte: o início! (me desculpem colocar o texto todo, mas não consegui colocar os links apenas)

 Por amigo: http://meninoeuvi.blogspot.com/2007/10/confraria-literria.html 

 “Sentado no escuro, ele imaginava o que aconteceria no dia seguinte. Várias possibilidades passaram pela sua cabeça numa fração de segundo. Algumas sem o menor sentido. Outras, primariamente elaboradas, esbarravam na realidade. Ele já sabia o final. Qual um exercício de cubo mágico tentava encaixar outras possibilidades de arremate para a sua própria história. Não devia pensar sobre isto agora. Na verdade não adiantava pensar nisso agora. Inconscientemente levantou-se e foi até a janela. O vento, que soprava do lago, já estava frio nesta época do ano. A janela aberta permitia que ele visse uma parte da represa. As águas mansas refletiam a serenidade da natureza. O luar lembrava um rastro de prata. Acendeu um cigarro. Sorveu como se estivesse inspirando um ar fresco. A fumaça, embalada pelo vento, formava estranhos desenhos.Para afastar os pensamentos indesejáveis, movimentou levemente o corpo. Para a direita, para a esquerda. Aquela sensação nas costas ainda estava lá. Procurou fazer alguns exercícios de alongamento buscando um alívio, mesmo que temporário, da dor. Inclinando o corpo um pouco para frente avistou a curva da estrada, no final do ancoradouro. Imediatamente notou uma luminosidade familiar. Era um farol de um carro. “

2ª parte: Capítulo 2: http://blog.mazza.com.br/

A algumas horas de trem dali, no coração da Alemanha, Marian voltava da reunião no grande prédio envidraçado. Tinha sido sua primeira grande apresentação pelo escritório, e o projeto havia sido preparado e revisado por ela própria por noites a fio, considerando a importância deste cliente. Ganhar a concorrência para a construção deste novo hotel na cidade representaria um grande passo em sua carreira, e faria valer a pena todo o sacrifício que vinha fazendo em sua vida pessoal. Estava satisfeita com a reação às suas idéias ousadas para o visual da obra, e muito ansiosa em saber se ganhara ou não a conta. Ainda deveria permanecer no país mais 3 dias, até que anunciassem o resultado final, e caso seu escritório fosse o escolhido, deveria fazer uma nova reunião imediatamente após a divulgação. Exausta após todo o stress e noites mal dormidas, nem se lembrou que deveria ter retornado a ligação de seu namorado, que deixara um recado bastante desconexo em seu celular. Só pensava em chegar ao hotel e descansar, enfim.No caminho, viu um bar com boa pinta e mudou de idéia, pensando que seria bom parar e tomar algo enquanto digeria todas as dúvidas em sua mente, ainda estava muito agitada. “Nada de mais”, imaginou, “tomo apenas um ou dois drinques para ajudar minha cabeça a relaxar junto com meu corpo, e logo vou dormir”. Mandou o taxista parar, pagou a corrida e entrou no bar apressadamente, analisando as pessoas à sua volta e os poucos lugares livres para se sentar. Por fim, escolheu um banco na ponta do balcão, perto de um casal também jovem e com boa aparência. Pareciam modelos, foi o que passou em sua cabeça, e ato contínuo pediu seu drinque favorito, um Rusty Nail. Nem fazia idéia do que lhe aguardava naquela noite.

3ª parte: http://chrises.wordpress.com

Terceiro Capítulo O que faria um carro por ali naquela hora? Aquela região, repleta de turistas no verão, ao final do outono ficava totalmente deserta, a não ser pelos habitantes do vilarejo, que jamais saiam à noite a não ser para encontrarem os vizinhos no café du lieu, para jogarem cartas e trocarem observações sobre as suas vidas, os telefonemas dos filhos que haviam se mudado e as fofocas locais. Robert era o único estrangeiro do local, e fazia o possível para que não se tornasse o principal objeto destas fofocas.Mantinha-se, na maior parte do tempo recluso em seu chalé, saindo somente para abastecer a geladeira ou tomar um conhaque no café. No resto do tempo tentava obsessivamente se concentrar em concluir o livro dentro do pouco prazo que lhe restava pelo contrato com a editora. Não viera para a França para se socializar, mas sim para se isolar e se esquecer dos eventos dos últimos meses.O dia seguinte, ele tinha consciência, quebraria totalmente a monotonia reconfortante que ele se empenhara tanto em criar para si. A forma exata dependia do telefonema de Marian. A reunião já deveria ter acabado, ele concluiu, depois de refazer mais uma vez suas previsões e cálculos da hora em que ela deveria ter saído e visto o seu recado, e de novo checar se havia mensagem em sua caixa postal.O farol veio em sua direção, lhe ofuscando e impedindo que identificasse o carro, até que ele parasse em frente à sua janela. Foi somente depois que o farol foi apagado que ele, estarrecido, identificou o carro e a sua motorista.  4ª parte: http://meninoeuvi.blogspot.com/ 

Quarto capítulo“Não, não poderia ser ela. A diferença de luminosidade oferecia a certeza de que ela não o havia visto. Caminhando para longe da janela tentou, inutilmente, mais uma vez o telefone. Nada, ia deixar uma mensagem quando soou a batida na porta de carvalho do chalé. Marian estava irremediavelmente em perigo. *************************************************************************************** Depois de lentamente tomar os drinques, ela sentiu que começava a relaxar. Uma agradável tontura tomou conta de sua cabeça, achou que já estava na hora de ir para o hotel. Olhou para o lado, sorriu para o jovem casal sentado, extremamente felizes e imediatamente se lembrou de Robert. Ele deveria estar ansioso por uma ligação. Chegou a pegar o celular, mas desistiu. O barulho de música e as conversas do local atrapalhariam.
Pediu a conta ao barman, que prontamente lhe entregou a nota. Levantou, pagou e foi saindo lentamente em direção à porta. Apesar de levemente tonta pela bebida, teve a sensação de estar sendo observada. Sentiu um leve estremecimento. Não, isto não era possível.

A corrida do táxi até o Mercure am Dom demorou apenas minutos. Durante o percurso, observava a cidade sentada no confortável assento do Mercedes que velozmente ia renovando a paisagem. Não gostava de Erfurt. Era uma cidade hostil, germânica demais para seus padrões. Enfim, seriam só três dias.
Cruzando o lobby iluminado, cumprimentou o recepcionista e perguntou se tinha algum recado. Obteve apenas uma negação resmungada. Ao entrar na suíte, ainda no escuro sentiu aquele perfume. Sim com certeza ele estava ali, contrariando todas as probabilidades, aquele perfume o delatava. Sentiu o sangue lhe fugir da face e o corpo novamente se contrair. Era medo, aquele homem lhe causava pânico”.  

 5ª parte:  

O perfume lhe trazia lembranças agradáveis. Veio à sua memória, a sensação única e inesquecível daquele momento. Fora mágico. O realce das cores vermelhas e amarelas que irradiavam brilho e magia, associado ao inconfundível aroma dos ciprestes a fazia viajar em suas lembranças. Se esquecera do motivo pelo qual fora caminhar pelos vinhedos de Florença, mas o encanto pelas flores, vinhedos e história, faziam de lá um lugar de sonhos. Naquele dia, especialmente, a magia tomava conta do lugar.

Caminhando pela estreita estrada de terra, entre os vinhedos, aromas e cores avistara uma sombra que lhe parecia familiar. Veio à memória de Marian, será ele? No ímpeto de agitação e angústia, correu por entre os parrerais na esperança de encontrá-lo.   Já de braços abertos, correndo em sua direção, de repente se depara com um estranho.

O perfume novamente a encanta, e por um segundo sua vontade a faz acreditar que seria ele. Mas volta à realidade e percebe que se tratara de um desconhecido. Marian desculpa-se, pede perdão e se apresenta. O jovem cavalheiro gentilmente entende o ocorrido e se apresenta. Mas vem à cabeça de ambos: será que já nos conhecemos? A dúvida paira no ar…. Viram as costas e a sensação de deja-vu persiste. Seria uma simples coincidência, lapso de memória ou uma realidade. Será que a magia do lugar a confundirá?  

Mas de repente, abre os olhos, e lá esta ele. Os dois frente a frente naquela suíte. Seu coração palpitando, querendo sair pela boca. Ficam sem palavras. Os olhares cruzados….

Passo a vez para nosso colega do blog Guris eu Vi!

Ops. Desculpa, a pedidos:  Lele, o 6o. capítulo.
(http://hsordili.blogspot.com)

Desculpa as várias versões, mas não consigo mexer nisso! Desconfigura tudo e a imagem não consigi postar!!! Help!


Respostas

  1. Parabéns, J! Gostei de ver!!!!

  2. Meus parabéns pelo post, finalmente conseguimos fazer o Japa escrever! :) rs… E olha que tava difícil!!

    Tou passando a bola pra Lele, minha amiga, fazer o 6o. capítulo.
    (http://hsordili.blogspot.com)

    []s
    Gui

  3. OPA!!
    Em minhas mãos.
    bjs

  4. Vamos ver se tu és tão rápido quanto a participação na confraria

    http://meninoeuvi.blogspot.com/2007/11/semi-meme-ou-coisa-parecida.html

  5. Capítulo #10 no ar:
    http://blog.mazza.com.br/2007/11/30/confraria-literaria-capitulo-10/

    ;)
    Gui


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