Publicado por: Francis Albert Fujii | Outubro 23, 2007

Sopa de pedra!

É uma lenda muito antiga que conta a história de um monge que partiu em peregrinação.
Cansado e faminto após ter andado por muitos dias, ele chegou a uma aldeia pequena e muito pobre, onde decidiu descansar à beira da estrada.
O monge, então, acendeu uma fogueira e colocou sobre ela um pote.
Depois, foi até o poço e de lá retirou água para encher o pote.
Quando a água começou a ferver, colocou uma pedra dentro do pote, sentou-se e ficou tranqüilamente observando o fogo.
Os habitantes da aldeia aproximaram-se, intrigados com a atitude do forasteiro.
Estaria ele fazendo sopa apenas com água e uma pedra?
Depois de olhá-lo por algum tempo, os aldeões resolveram puxar conversa.
O monge então falou sobre suas andanças, sobre os lugares que conhecera, as lições que aprendera …
Em pouco tempo, uma pequena multidão havia se formado a seu redor.
Finalmente, um garoto resolveu fazer ao monge a pergunta que todos queriam fazer:
Por que o senhor o senhor está cozinhando uma pedra?
Porque essa é minha refeição. Estou fazendo uma sopa de pedra, respondeu o monge.
Mas só com água e uma pedra? Vai ficar sem gosto…
Espere aí, eu ainda tenho um pouco de repolho que sobrou de ontem. Vou buscar para colocar na sopa, disse uma velha senhora.
E eu tenho algumas cenouras. Vai deixar a sopa mais colorida, disse uma mulher.
Acho que tenho uma ou duas batatas… Vou buscar já, falou um homem.
Um pouco de sal com certeza não vai fazer mal, acrescentou outro aldeão.
E assim, um a um, todos os habitantes da aldeia lembraram-se de algo que poderiam oferecer para adicionar à sopa, que ficou muito saborosa e nutritiva.
O monge, então, convidou-os para compartilhar sua refeição.
Todos comeram, riram e contaram histórias, pensando que há muito tempo não tinham uma refeição como essa.
Ao cair da noite, os aldeões voltaram para suas casas e o monge continuou sua jornada.
Mas aquelas pessoas jamais o esqueceram.
De tempos em tempos, reuniam-se em torno de uma fogueira para fazer uma boa sopa de pedra e relembrar as histórias do monge.
E os habitantes das cidades ao redor espantavam-se ao ver como aquela pequena aldeia havia se tornado próspera, e perguntavamse qual seria o segredo de seus moradores, que eram vistos rindo e comendo em torno de uma fogueira, mesmo nas épocas de maior escassez.


Respostas

  1. A nossa aldeia já tem o seu preregrino. Que fez o milagre de unir pessoas em torno da sopa de letras. Elas trouxeram as suas coisas para o caldeirão. Já temos algo comum. A sopa está especial. Falta ver como nos comportamos em fases de escassez e se aprendemos a lição.

  2. Bárbaro! Como eu já disse pessoalmente ao autor do blog, eu até me emocionei com o post. E não menos brilhante o comentário do amigo. A metáfora cai muito, mas muito bem.


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